O desenvolvimento da obesidade em uma visão climática multifatorial.

O desenvolvimento da obesidade em uma visão climática multifatorial.

Problemas climáticos e obesidade são temas relevantes atualmente, mas que não pareciam ter muita relação entre si, porém estudos demonstraram que ambos podem estar diretamente ligados. A variação climática pode afetar de diversas formas o desenvolvimento da obesidade, tanto em uma visão sócio-econômica, cultural, geográfica ou pessoal (fisiológica).

No ponto de vista socio-econômico o aumento do preço dos alimentos causado pelas mudanças climáticas leva ao crescimento dos números de obesidade em um estudo feito nos Estados Unidos. Os picos atingidos pelos preço da comida observados foram maiores para comidas mais saudáveis, principalmente para vegetais e frutas. A seca afetou as colheitas e levou ao aumento dos preços. O uso de novas tecnologias também influencia no aumento do tempo sedentário o que é um fator de risco para se desenvolver a obesidade. O desenvolvimento tecnológico começou a influenciar hábitos rotineiros do ser humano, funções simples como ir brincar com os amigos, realizar uma atividade física são resolvidos pela internet, nos smartphones, vídeo games, etc.

No ponto de vista cultural temos as diferenças de hábitos alimentares, de influência familiar e externa do próprio cotidiano.

Na visão geográfica regiões mais distantes do equador tem uma mudança significativa na quantidade de gordura corporal ao longo das estações, onde as mudanças no clima, temperatura e duração da luz do dia são maiores. Estes levam a alterações na disponibilidade de certos alimentos e nos hábitos alimentares dos indivíduos e atividades que estimulem hábitos saudáveis.

Na visão fisiológica o sono é um importante ponto a ser citado, nas últimas décadas o ser humano vem dormindo cada vez menos, em parte devido ao uso de aparelhos com display LED, usados em horários próximos ao horário de ir dormir. Uma noite mal dormida implica na produção reduzida de melatonina, hormônio que rege vários outros ritmos metabólicos do organismo além do sono. A redução do tempo total de sono também está associada a dois comportamentos endócrinos paralelos capazes de alterar significativamente a ingestão alimentar: a diminuição do hormônio anorexígeno leptina e o aumento do hormônio grelina , resultando, assim, no aumento da fome e da ingestão alimentar, podendo influenciar no desenvolvimento da obesidade.

Fora o sono, outro ponto importante a ser citados é a temperatura corporal, quando está frio, o organismo gasta mais para manter a temperatura interna constante. Já em temperaturas mais altas, isso não é necessário.
Visto então que as variações climáticas possuem uma gama de fatores que podem influenciar no processo da obesidade.

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